Copa de 2014 volta a motivar Oposição em Recife



A construção de um estádio em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a fim de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, não deverá atrair investimentos privados devido ao alto valor da obra, estimada em R$ 500 milhões. A avaliação é do deputado Augusto Coutinho (DEM), que, ontem, repercutiu matéria publicada no Jornal do Commercio com o título Obras da Copa estão estimadas em R$ 5 bi.

O integrante do Democratas criticou o fato de o Governo Estadual preferir uma nova arena a reformar o Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, cujo custo previsto era de R$ 195 milhões. “Pernambuco apresentou a mais cara proposta entre as 12 subsedes escolhidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa)”, destacou.

A aplicação dos R$ 5 bi está definida da seguinte forma: R$ 1,1 bilhão para a Cidade da Copa e R$ 500 milhões para o estádio. “Essa arena tem tudo para virar um elefante branco”, acrescentou o líder da Oposição, enumerando as vantagens de se aproveitar o Arruda. “Com capacidade para receber 68,5 mil torcedores, o José do Rego seria o quarto maior, entre os 12 estádios utilizados na competição mundial. Perderia apenas para o Maracanã (86 mil), Mineirão (70 mil) e Nacional de Brasília (70 mil).”


A análise do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmando que um estádio construído ao custo de R$ 400 milhões teria de obter receita anual em torno de R$ 60 milhões, para assegurar a rentabilidade do empreendimento, também foi destacada. “O Morumbi, estádio que mais arrecadou no País, em 2008, teve receita bruta abaixo de R$ 20 mi”, alertou, assegurando que há tempo para que o governador reveja a decisão. “Estamos atentos à promessa que Eduardo Campos fez de viabilizar a arena multiuso sem usar recursos públicos”, completou.

Fiesp

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