Copa de 2014 em Manaus-Am



Metade das cidades sede da Copa de 2014, mudam seus projetos, seis das doze cidades que receberão o Mundial alteraram seus projetos desde a escolha da Fifa. Belo Horizonte, Cuiabá, Salvador, Brasília, Manaus e São Paulo foram as cidades que não mantiveram seus planos originais.

Cuiabá é a cidade que mais patina em seus planos. Seu projeto anterior custava R$ 350 milhões, o de agora custa R$ 430 milhões; as arquibancadas tiveram sua capacidade reduzida (antes teria 48.000, agora terá 42.500) e ainda contratou, sem licitação, um escritório de arquitetura e uma consultoria internacional, gastando, respectivamente, R$ 14,2 e R$ 4,2 milhões.

Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, que brigam para receber a partida de abertura, também já realizaram modificações. A capital federal acrescentou R$ 178 milhões à modernização do Mané Garrincha (antes custaria R$ 522 milhões e agora custará R$ 700 milhões). O projeto do Morumbi está sendo refeito e será apresentado em setembro; a Fifa não gostou da área de imprensa, do espaço para convidados e da cobertura. Belo Horizonte sequer orçou o custo da reforma do Mineirão.

Em Manaus-Am, o governo arcará com os custos de reforma do estádio, porém conseguiu atenuá-los em relação ao projeto original, que custaria R$ 580 milhões, agora será preciso investir “apenas” R$ 400 milhões. Já em Salvador, a Fifa vetou 5.000 lugares na Fonte Nova.

Estádio: Vivaldão - 43 mil lugares (48 mil para a Copa)

A Favor: O projeto de Manaus se apoia em uma “candidatura sustentável”, ou seja, as obras e reformas não devem ter um forte impacto ambiental. Além disso, a cidade atrai bastantes turistas, o que pode ajudar a não deixar a infraestrutura da Copa ociosa.

Contra: A mobilidade urbana na capital amazonense deixa bastante a desejar. É comum haver engarrafamentos no centro da cidade. O aeroporto precisa ser reformado, pois não tem capacidade para atender a demanda que um evento como a Copa Mundo proporcionaria. Também precisa incrementar sua rede hoteleira para receber um evento desta importância.

Projetos:

O foco da cidade será ampliar sua rede hoteleira, incrementar suas opções gastronômicas e, sobretudo, modernizar os sistemas de mobilidade urbana.

O aeroporto também passará por reformas. A estação de passageiros passará 43 mil m² para 80 mil m². O valor desta obra orbita em torno de R$ 192 milhões. A ampliação do pátio e das pistas do aeroporto devem custar R$ 600 milhões, e devem estar prontos em 2013.

O atual Vivaldão seria demolido e em seu lugar seria erguida uma arena multiuso. O investimento seria em torno de R$600 milhões. O estádio, contudo, ficaria ocioso depois da Copa, uma vez que o futebol na região é muito pouco representativo (o último clube a disputar a Série A foi o Nacional, em 1986, portanto há 23 anos).

O governo planeja investir para colocar um time na Série A ou Série B do Brasileiro, aumentando assim a utilização e a atratividade das partidas. Porém, para não depender apenas do futebol, o governo tenciona usar o Vivaldão em outros eventos esportivos, megashows internacionais e até cultos religiosos.
Manaus apresentará projeto em novembro.

Entre 17 e 19 de novembro do corrente, período no qual ocorre a Expoestádio, a cidade do Norte mostrará seu projeto e seus gastos para seu estádio na Copa de 2014.

O Comitê Organizador de Manaus, confirmou a participação da cidade na Expoestádio 2009, congresso que reunirá os segmentos de projeto, construção, engenharia, mobiliário, gerenciamento e operação de estádios, que acontece de 17 a 19 de novembro no ExpoCenter Norte, em São Paulo.

No evento, o Vivaldo Lima será um dos ocupantes da “Praça dos Estádios”, um espaço especialmente criado na feira para reunir os estádios de todo o País que estão na lista de jogos da Copa do Brasil de 2014.

Tal como os demais participantes da “Praça”, os responsáveis pela administração do Vivaldo Lima levarão para o local uma série de apresentações sobre as soluções de engenharia e gestão que o estádio irá utilizar na sua preparação para a Copa 2014. “Um dos nossos destaques no evento será o detalhamento sobre o projeto e as obras da nova arena do Vivaldo Lima, que envolve um investimento inicial em torno de R$ 580 milhões”, afirma Ariovaldo Malizia, administrador do Estádio.

O Estádio Vivaldo lima, que atualmente, comporta um público de 32.000 torcedores, após a construção da nova Arena, terá capacidade de atender até 48.000 pessoas, sendo assim distribuídos: 43.000 expectadores e 5.000 destinados à área vip e a imprensa. Segundo Ariovaldo, esse número é suficiente para sediar até as quartas-de-final do torneio.


Lance
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