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15 Setembro 2009
Fortaleza -
Notícias Copa 2014
Entre as entidades que se pronunciaram, muita desinformação e preocupação com os impactos sociais que os projetos podem vir a ter na vida da população que mora nas comunidades onde devem acontecer intervenções públicas e privadas. Gorete Fernandes, da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF/Conam), reclamou que não se conhecem os projetos para a Copa, que não há consulta, nem informação nas comunidades atingidas. “Não somos contra a copa, mas só a queremos se for com respeito às comunidades“, ressaltou. Paulo Sérgio Farias, do Movimento dos Conselhos Populares (MCP), disse existir uma lista de 89 intervenções planejadas para a Copa, sendo a maioria de abertura de grandes vias nas regiões leste e sudoeste, que são de interesse dos grandes grupos econômicos. Ele alertou que o MCP não vai aceitar expulsão de nenhuma pessoa por causa da copa e que o papel dos movimentos é organizar a resistência.
Valéria Pinheiro, técnica do Cearah Periferia, destacou que as obras da Copa ignoram totalmente o novo Plano Diretor da cidade. O historiador Guilherme Lemos Marques, doutorando em Planejamento Urbano pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur/UFRJ), foi o palestrante e apresentou a experiência vivida pela população do Rio de Janeiro durante a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Segundo ele, os Jogos não deixaram nada para a cidade. “Esses projetos públicos-privados privatizam o lucro e socializam os riscos. Nunca está prevista a participação popular, são meros projetos técnicos. A população é apenas chamada para demonstrar patriotismo local“.
Por outro lado, Guilherme também falou sobre o modelo de organização social que se deu no Rio, com a criação da ‘Plenária dos Movimentos Sociais’ para lutar contra as obras do PAN. “Teve um caso de tentativa de despejo e os movimentos aguentaram três dias nas barricadas. Depois conseguiram uma liminar e o pessoal até hoje mora lá. Importante é criar um comitê antes da Copa para monitorar as obras/projetos e produzir uma crítica do processo“, alertou. (a partir de informe do Fórum Estadual de Reforma Urbana)
Minha Comunidade Sustentável
É o Prêmio que está com inscrições abertas até o dia 28 de setembro. Vai contemplar projetos escolares que promovam a melhoria da qualidade de vida de sua comunidade. As sete escolas selecionadas vão receber recursos que variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil. Para se inscrever, a comunidade escolar deve apresentar um projeto inovador e original que busque soluções de sustentabilidade. Por sustentável o Prêmio entende projetos que considerem a preservação da natureza, os aspectos econômicos e sociais das suas comunidades. As inscrições podem ser feitas pelo www.acaoeducativa.org.br/premio. Na edição 2008 do Prêmio, a Escola de Cidadania Santa Rosa, de Crateús (CE), foi um dos projetos contemplados.
O Povo
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