Copa 2014, trânsito de BH será mudado para a Copa



 
Técnicos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) estão fazendo a “hierarquização” das obras do projeto Corta Caminho, novo nome do Programa de Estruturação Viária de BH (Viurbs), lançado em 2008 pelo então prefeito Fernando Pimentel.

O Corta Caminho – assim como o Viurbs era tratado – é uma das apostas do município para melhorar o trânsito da cidade antes da Copa do Mundo de 2014, quando a capital receberá milhares de turistas. Mapas e Hotéis serão também solicitados.
O projeto, com mais de 150 intervenções, prevê a construção de anéis viários para ligar bairros importantes sem a necessidade de o motorista passar pelo Centro.

Três desses trajetos farão o elo entre a Região Leste e a Oeste, a Nordeste e Venda Nova e entre Venda Nova e o Barreiro. Um antigo anel que sempre foi tema das reuniões dos técnicos da PBH é o da Serra, que liga o bairro à Avenida dos Andradas, na saída para Sabará, na região metropolitana.
 
Porém, esse caminho não sairá tão cedo do papel, pois seu percurso é emblemático: prevê a construção de uma rota atrás da Serra do Curral, um dos principais cartões-postais da cidade.

A consultora técnica da prefeitura, a urbanista Maria Caldas Fernandes, reforçou na terça-fiera que não há nenhum projeto avançado para o Anel da Serra. “Há estudos a respeito, mas nada concreto”.

Enquanto o assunto fica apenas nos corredores da prefeitura, o prefeito Márcio Lacerda e seu vice, Roberto Carvalho, negociam com o governo federal a viabilidade de os novos caminhos de Belo Horizonte serem bancados, em parte, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. A dupla também conversa no mesmo sentido com o governo do estado.

Em 2008, quando apresentou o Viurbs, Pimentel avaliou que o programa custaria ao erário cerca de R$ 2,5 bilhões. Boa parte do recurso seria destinado à desapropriação de famílias. Hoje, a expectativa é de que a cifra seja bem maior.

O dinheiro ajudaria, por exemplo, a estender o chamado corredor Norte-Sul, que ligará a Avenida Civilização, em Venda Nova, à Via do Minério, no Barreiro, até o centro administrativo que o governo do estado está construindo, no Bairro Serra Verde.

Outra intervenção estudada pelo município é uma ligação entre as avenidas dos Andradas e Barão Homem de Melo, na Região Oeste.

O alargamento da Pedro I e a duplicação da Antônio Carlos – esta obra já está na terceira e última etapa – são intervenções que também vão ajudar a melhorar o trânsito nas regiões da Pampulha e de Venda Nova.

A Pedro I e a Antônio Carlos são importantes acessos ao estádio do Mineirão, escolhido para ser palco de alguns dos jogos do Mundial de 2014.

Pedro I 

A nova cara dos 5,5 quilômetros da Avenida Pedro I está orçada em R$ 205 milhões (R$ 135,2 milhões em intervenções e R$ 70 milhões em desapropriações) e inclui a construção de uma pista exclusiva para ônibus, a exemplo do que já ocorre com a Antônio Carlos e a Cristiano Machado. Também de olho na Copa, a PBH pretende fazer intervenções em outros acessos ao Mineirão: Pedro II e Carlos Luz (Catalão).

O presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, que tem especialização em transportes urbanos e foi coordenador técnico executivo do Plano de Logística de Transportes de Minas Gerais, considera o Corta Caminho um dos principais projetos para desafogar o caótico trânsito da cidade.
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