BH na Copa 2014



bhBelo Horizonte promete recuperar a Lagoa da Pampulha até a Copa do Mundo de 2014.

A lagoa da Pampulha é um dos mais conhecidos cartões-postais de Belo Horizonte. Foi criada em 1943, junto com o belo conjunto arquitetônico desenhado por Oscar Niemeyer: a Igreja de São Francisco, a Casa do Baile, e o cassino, atual Museu de Arte de Belo Horizonte. Mais tarde, nos anos 1960/1970 a região recebeu o estádio do Mineirão e o ginásio Mineirinho. Hoje, porém, com a expansão incontrolável da região metropolitana, a antiga cidade planejada enfrenta sérios problemas de poluição ambiental, visíveis a olho nu nas águas da Pampulha.

Depois de anos de debates públicos sobre o problema, a Copasa, empresa estatal que gerencia o abastecimento de água e a coleta de esgoto no município, iniciou ano passado um processo de obras que promete a retirada de todo o esgoto que hoje é despejado na Pampulha.

Segundo o Superintendente de Serviços e Tratamento de Efluentes (SPSE) da Copasa, Eugênio Álvares da Silva, o trabalho está sendo realizado em parceria com as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem. Esta última importantíssima, já que muito do esgoto despejado na lagoa tem origem no município vizinho à capital mineira.

“Já estão em andamento obras com investimentos de R$ 16 milhões em BH e Contagem. São interceptores dos córregos que passam pelos bairros Braúnas, Xangrilá e do zoológico, da margem esquerda da lagoa e quatro elevatórias que vão reverter os efluentes para o córrego do Onça. Essas obras vão atender diretamente 300 mil pessoas”, afirma Silva.

Ele conta que esta ainda é uma parte pequena da obra, cuja etapa mais pesada chega a R$ 116 milhões. “Esse é o convênio que a Copasa tem com as prefeituras. São obras de infraestrutura urbana, construção de avenidas sanitárias e remoção de residências à margem dos córregos”, explica. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em cerca de um ano e oito meses. "Em 2012 a Lagoa da Pampulha estará livre de todo esgoto que hoje é despejado nela”, promete.

Questionado sobre o volume das chuvas que castigam as ruas da capital mineira, o superintendente afirma que isso não representa problemas tanto para o cronograma quanto para o futuro. “Nossos receptores têm um índice de infiltração calculado e adequado ao índice pluviométrico de cada região, assim como a avenida sanitária, que é construída pelo município. Já fazemos um cálculo prevendo isso, mas é claro que teremos problema se acontecerem catástrofes, como vimos em outros estados”, diz.

Quando esse processo estiver terminado ainda haverá, contudo, trabalho a fazer. A região da lagoa tem sérias questões de urbanização inadequada, algo para que as duas prefeituras terão de olhar, além de problemas de erosão, assoreamento e poluição difusa –lixo jogado diretamente– e matérias como óleo e graxa das avenidas escorrem para a lagoa com as chuvas. Estas questões, porém, fogem da alçada da Copasa. “A parte que nos cabe é a retirada do esgoto, e isso faremos”, diz Silva.

Portal Copa 2014
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